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A evolução dos MSP: do suporte informático à liderança em cibersegurança

O mais recente relatório da WatchGuard revela como os MSP estão a evoluir para parceiros estratégicos de cibersegurança, focados em IA, resiliência e resultados mensuráveis.

Durante anos, os Managed Service Providers (MSP) desempenharam um papel fundamental no apoio às empresas na manutenção e gestão dos seus ambientes de TI. Contudo, atualmente, o mercado exige algo substancialmente diferente.

A cibersegurança tornou-se um desafio operacional contínuo, que muitas organizações SMB e do segmento midmarket já não conseguem gerir sozinhas. À medida que as ameaças se tornam mais sofisticadas, aumentam as exigências de conformidade e cresce a expectativa de proteção permanente, os clientes estão a redefinir aquilo que esperam dos seus fornecedores de segurança.

Um novo estudo global encomendado pela WatchGuard — From IT Support to Cybersecurity Powerhouse: The New Mandate for MSP Growth — demonstra que as organizações já não procuram apenas suporte informático reativo. Procuram, cada vez mais, parceiros proativos de cibersegurança, capazes de oferecer resultados mensuráveis, resiliência operacional e orientação estratégica.

Esta mudança representa um momento decisivo para a indústria dos MSP.

Os clientes procuram parceiros estratégicos de segurança, não apenas prestadores de serviços

Tradicionalmente, a relação com os MSP assentava sobretudo na gestão de infraestruturas, resolução de problemas e suporte operacional. Hoje, esse modelo está a evoluir rapidamente.

Segundo o estudo, quase metade das organizações já encara o seu fornecedor de cibersegurança como um consultor estratégico ou parceiro proativo.

As organizações valorizam cada vez mais:

  • Resposta mais rápida a incidentes 
  • Prevenção proativa de ameaças 
  • Continuidade do negócio e resiliência 
  • Transparência e comunicação 
  • Orientação e reporting ao nível executivo 

Para os MSP, isto representa uma oportunidade significativa para ultrapassar relações meramente transacionais e assumirem um papel indispensável como parceiros de segurança a longo prazo.

O mercado tornou-se mais sensível ao valor do que ao preço

Uma das conclusões mais claras do estudo é que as organizações estão dispostas a investir mais em cibersegurança quando reconhecem resultados concretos.

De facto:

  • 75% das organizações esperam aumentar o investimento em cibersegurança nos próximos dois anos 
  • 47% estão dispostas a pagar mais por monitorização 24/7 e resposta rápida a incidentes 
  • 44% pagariam mais por soluções de deteção e resposta baseadas em IA 

Isto demonstra uma mudança importante no mercado. Os clientes deixaram de avaliar os fornecedores de cibersegurança principalmente pelo custo, passando a valorizá-los pela capacidade de resposta, especialização, resultados e valor acrescentado.

Esta transformação abre espaço para que os MSP expandam serviços de maior valor acrescentado, como MDR, threat hunting, apoio à conformidade e operações de segurança potenciadas por IA.

A experiência do cliente tornou-se um fator diferenciador

A tecnologia, por si só, já não é suficiente.

O estudo destaca que as organizações esperam, cada vez mais, que os fornecedores ofereçam não apenas capacidades sólidas de segurança, mas também uma melhor experiência global de cliente. Tempos de resposta mais rápidos, comunicação proativa, transparência e acompanhamento contínuo passaram a ser critérios centrais na avaliação dos fornecedores.

Ao mesmo tempo, a intenção de mudança continua surpreendentemente elevada. Mais de metade das organizações prevê mudar de fornecedor de cibersegurança nos próximos três anos.

Esta realidade evidencia um ponto importante: a fidelização dos clientes não pode ser dada como garantida. Os MSP que consigam combinar resultados sólidos em segurança com transparência, capacidade de resposta e envolvimento estratégico estarão melhor posicionados para reter clientes num mercado cada vez mais competitivo.

Simplificação e integração tornaram-se essenciais

À medida que os ambientes de cibersegurança se tornam mais fragmentados, as organizações procuram igualmente reduzir a complexidade.

O relatório revela uma procura crescente por plataformas de segurança unificadas, capazes de consolidar ferramentas, melhorar a visibilidade e simplificar as operações.

Isto cria outra oportunidade relevante para os MSP: ajudar os clientes a abandonar soluções isoladas e avançar para ecossistemas integrados de segurança, que combinem proteção de rede, endpoint, identidade e cloud.

A simplificação deixou de ser apenas uma vantagem operacional — tornou-se um requisito de negócio.

Uma oportunidade decisiva para os MSP

A indústria da cibersegurança está a entrar num período de profunda transformação. Os clientes estão a repensar aquilo de que necessitam dos fornecedores, a forma como avaliam valor e quem consideram adequado para os ajudar a enfrentar riscos cibernéticos cada vez maiores.

Para os MSP, esta mudança vai muito além da tecnologia. Trata-se de uma evolução do próprio modelo de negócio.

Os fornecedores que assumirem funções de consultoria estratégica, investirem em capacidades avançadas de segurança, melhorarem a experiência do cliente e se focarem em resultados mensuráveis estarão melhor preparados para liderar a próxima era da cibersegurança gerida.

Para explorar o estudo completo e as principais conclusões sobre o futuro dos MSP, consulte o mais recente relatório da WatchGuard: From IT Support to Cybersecurity Powerhouse: The New Mandate for MSP Growth.

Saiba mais informações no comunicado de imprensa