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O fim das VPNs: porque é que o zero trust é o futuro do acesso remoto

As VPNs foram criadas para uma era diferente. O Zero Trust oferece uma abordagem mais segura e baseada na identidade para o acesso remoto, reduzindo o risco, a complexidade e a frustração do utilizador.

A rede privada virtual (VPN) tem sido, durante mais de duas décadas, a forma padrão de ligar colaboradores remotos aos recursos das empresas. Na sua época, a VPN foi uma verdadeira inovação ‒ criando túneis encriptados para a rede corporativa e permitindo que profissionais em mobilidade acedessem aos sistemas internos.

Mas o local de trabalho de hoje é muito diferente. Os colaboradores acedem a aplicações SaaS diretamente pela Internet. As equipas estão distribuídas por todo o mundo. Os dados sensíveis estão espalhados por centros de dados privados, ambientes de cloud pública e sistemas híbridos. A abordagem “tudo ou nada” das VPNs já não é suficiente neste contexto.

As VPNs são também uma das tecnologias mais visadas na cibersegurança. Os atacantes exploram falhas no software de VPN, roubam credenciais através de phishing e tiram partido de configurações incorretas para entrar nas redes corporativas. Uma vez lá dentro, uma ligação de VPN comprometida pode conceder acesso demasiado amplo, facilitando movimentos laterais. Para organizações que dependem de VPNs para proteger equipas em regime híbrido ou remoto, os riscos estão a aumentar — e as consequências de um compromisso podem ser devastadoras.

O problema das vpns

  1. Acesso plano à rede: Depois de ligada, a VPN oferece frequentemente aos utilizadores visibilidade excessiva sobre a rede, criando exposição desnecessária caso uma conta seja comprometida.
  2. Frustração do utilizador: As VPNs são conhecidas por velocidades lentas, quebras de sessão e processos de autenticação pouco intuitivos.
  3. Sobrecarga operacional: As equipas de TI têm de manter concentradores, aplicar patches e monitorizar constantemente a capacidade.
  4. Lacunas de segurança: As VPNs não foram concebidas para um mundo onde o SaaS domina. São inerentemente pouco seguras — fornecem acesso mas não incluem proteção integrada contra phishing, malware ou outras ameaças baseadas na web.

Em resumo: as VPNs conectam demasiado, de forma demasiado ampla e demasiado frequente — prejudicando a segurança e a experiência do utilizador.

Zero trust: uma alternativa moderna

O Zero Trust Network Access (ZTNA) inverte o modelo tradicional da VPN. Em vez de conceder acesso a toda a rede, permite apenas a ligação às aplicações e recursos específicos para os quais o utilizador está autorizado.

  1. Baseado na identidade: As decisões de acesso assentam na identidade do utilizador, na postura do dispositivo e em sinais contextuais — não apenas numa ligação de rede.
  2. Acesso por aplicação: O utilizador recebe acesso a uma única aplicação, e não à rede completa, reduzindo drasticamente o risco de movimentos laterais.
  3. Verificação contínua: A confiança nunca é assumida. Cada sessão é avaliada, e as políticas são aplicadas em tempo real.
  4. Proteção integrada: Ao integrar serviços de segurança, o ZTNA garante que malware, phishing e outras ameaças são bloqueadas antes de chegarem ao utilizador ou às aplicações.

Esta abordagem acompanha a forma moderna de trabalhar — distribuída, orientada para a cloud e altamente móvel.

Fatores que promovem a mudança 

Várias tendências tornam urgente a transição das VPNs para o Zero Trust:

  1. O trabalho remoto e híbrido tornou-se permanente, ampliando a superfície de ataque.
  2. A adoção de SaaS significa que muitos colaboradores trabalham fora do perímetro tradicional da rede.
  3. As seguradoras de ciberrisco e as normas de conformidade exigem cada vez mais controlos de Zero Trust.
  4. Os atacantes exploram VPNs como ponto de entrada comum, com vulnerabilidades frequentemente visadas por grupos de ransomware.

As organizações que continuam a depender de VPNs ficam a gerir complexidade enquanto os atacantes procuram pontos fracos.

Um caminho prático

A boa notícia: substituir VPNs não implica alterar tudo de um dia para o outro. Soluções modernas como o FireCloud Total Access dão às organizações um percurso gradual para o Zero Trust — começando pela proteção de utilizadores remotos contra ataques baseados na Internet e evoluindo depois para o controlo de acesso baseado na identidade a aplicações privadas e SaaS.

O futuro do acesso remoto

As VPNs foram criadas para outra era. Hoje, o Zero Trust é o futuro do acesso remoto — reduzindo riscos, simplificando a gestão e melhorando a experiência do utilizador. As organizações que modernizarem agora estarão mais protegidas, mais alinhadas com requisitos de conformidade e mais produtivas no mundo de trabalho híbrido.

Pronto para saber mais? Descubra como o FireCloud Total Access pode ajudar a eliminar os desafios das VPNs e a adotar uma abordagem de conectividade segura baseada em Zero Trust.